Para reclamar com propriedade ou o conto de duas resenhas

02 setembro 2017




Buenas tardes meu povo! Voltei em menos de 1 mês, milaaaagre, não se acostumem mal, tá bom?
Então, mas porque eu voltei tão cedo? O motivo é simples meus caros Watsons, pra poder dar a minha opinião que ninguém pediu sobre duas coisas que saíram nas últimas semanas! Mas antes disso vamos a um resumo da semana: trabalhei, dei aula, malhei, trabalhei mais... EEEE tive um trabalho meu aceito pra poster no Congresso Brasileiro de Patologia!! E o meu Lattes vai a loucura!(Ele iria mais se eu tivesse terminado o TCC da pós...) Tá bom que eu mandei 6 trabalhos e só 1 foi aceito, mas como foi de primeira vez já dá pra ser feliz né? Além disso minhas aulas de alemão voltaram o que é bom, porque o pessoal de lá é bem legal e é ruim porque acordar 8:30 no sábado é castigo.

Voltando para o assunto inicial do post, o que foi que saiu nessas semanas que requer uma resenha? e eu vos digo, O finale da sétima temporada do fenômeno dos nerds e não nerds Game Of Thrones e o aguardadíssimo live-action da Netflix de Death Note.

A partir daqui eu aviso que esse post conterá [SPOILERS] então quem não assistiu nenhum dos dois pode ser pego desprevenido




Aaah Game of Thrones,  nunca uma série de temática medieval foi tão bem sucedida entre nerds e não nerds. GOT, como é popularmente chamada, ganhou público e fama por pegar todas as expectativas de seus telespectadores e quase literalmente cuspir nelas. Aquele protagonista correto que todos amam? Off with his head! O seu sucessor, sua amada e sua mãe? Vamos matar todos em durante um casamento, e por ai vai.  GOT conseguiu passar 6 temporadas nos impressionando de formas boas e ruins. Mas e a sétima? Aquela que é o prólogo para o grande finale? Regada de vazamentos, de episódios e inclusive do roteiro inteiro(!) a temporada que passou teve seus momentos marcantes, porém nada surpreendente. O caso que mais marcou quem, como eu, acompanha a série foi o penúltimo episódio. Este é conhecido pelos fãs como o episódio das reviravoltas, aquele em que algo que ninguém esperava acontece. E dessa vez o episódio foi tão previsível que na manhã seguinte a internet já estava lotada de posts sobre "como GOT se tornou uma Fanfic". Na penúltima temporada os diretores parecem que jogaram a toalha, é isso que vocês querem? Então toma. O que muitos não repararam foi que esse circo já estava montado. O que todos "queriam" iria acontecer e o próprio nome do livro no original já indicava isso. #JoNerys a parte , o que acho que deixou as pessoas revoltadas no episódio 7 foi a esperança de que nossas esperanças fosse quebradas de novo. Não foi dessa vez. Maaaas uma semana depois chegou o season finale, e já estava todo mundo fazendo as pazes com a série, teve ship, teve dragão e teve muralha. Foi previsível? Foi sim, mas a estética da série é sempre muito bonita e quem não gosta de ver suas expectativas se tornando realidade certo? No fim minha opinião sobre a temporada foi de que GOT se tornou mais uma série refém de seus fãs, é muito bem feita, os atores roubam as cenas mas a ousadia acabou, os diretores não querem arriscar perder a audiência que é recorde no mundo todo e por isso vão abaixar a cabeça pro desejo dos fãs. Será um final bem executado mas, provavelmente, sem as surpresas que tanto gostavamos.



O segundo tópico da pauta é a mais nova produção da Netflix, baseada no mangá homônimo de sucesso e críticas maravilhosas. A produção da Netflix nos é introduzida como uma tentativa de mostrar como seria a história original se ela se ocorresse nos EUA. Em alguns momentos vemos até uma tentativa de colocar um link com a obra original, e não estou falando na apropriação dos nomes dos personagens, passagens como a mensagem escrita no Death Note e umas menções ao Japão nos fazem até cogitar de que o filme pudesse ser uma continuação do original. Um " o que aconteceu depois que o Raito bateu as botas e o que devemos aprender com isso". A Produção tem efeitos muito bons, o design do Ryuk ficou lindo mas tirando esses dois aspectos positivos o resto da adaptação é só desgraça. Já estamos acostumados a termos adaptações hollywoodianas ruins de mangás/animes, mas como a Netflix tem se destacado em suas produções independentes confesso que tinha colocado fé na adaptação, mas me decepcionei assim como muitos outros colegas. Primeiramente os atores em sua maioria são ruins, o Light gritando como uma menininha ao ver o Ryuk pela primeira vez não seria tão vergonhoso se o ator tivesse sido mais convincente, o pai do protagonista é super sem sal, e não vamos nem mencionar como eles colocaram o papel do L, né? O ator do investigador tem um momento inicial bom, que nos remete ao seu alter-ego do mangá, mas depois disso ele fica pra escanteio, mais parecendo um desequilibrado com problemas de auto-controle do que o detetive brilhante que deveria ser. A adaptação peca também ao excluir quase totalmente o elemento chave para a popularidade do mangá, os jogos intelectuais. Na versão da Netflix é tudo muito fácil, Kira mata um bando de gente, L faz uma única armadilha para ele e pronto já sabemos quem é o culpado. Há um momento da trama em que você chega a acreditar que a história pode ter salvação, quando L e Kira se encontram num café e este último tenta explicar que o problema todo é o Shinigami adorador de maçãs. Mas no fim da cena já sabemos que a oportunidade para um enredo diferente e interessante foi jogada fora. O final também é outra parte que contribui para a decepção de quem vê, as pontas ficam muito soltas mas não de uma maneira que faça você querer que a história continue. No meu ver a adaptação da Netflix tentou, quase conseguiu em algumas cenas mas falhou. Vale a pena assistir mas só para criticar com propriedade.

Bom amiguinhos, opiniões a parte é isso que tenho para hoje. Quem tiver assistido ou for assistir um desses dois ai de cima me dê sua opinião, é sempre legal ouvir diferentes pontos de vista! Até a próxima.

2 comentários:

  1. Oi, MC! Parabéns pelo seu trabalho!!!
    Eu sei que vc avisou sobre os spoilers, mas eu li mesmo assim. Eu não assisto GOT e pretendo ler os livros um dia, mas eu sempre leio algumas coisas por aí (pq, neah, não tem como ficar de fora de pelo menos alguma ponta da coisa com o tanto de coisa que aparece na minha timeline!). Essa coisa de se render aos fãs é o problema de quase todas as séries. O medo de perder público e de não agradar a maioria acaba estragando a magia das histórias e o que poderia ser estupendo acaba sendo apenas bom (ou muito ruim como foi com PLL). Tomara que descubram que seguir a vontade dos fãs nem sempre é a melhor alternativa.
    E quanto ao filme do Death Note... eu ainda não vi, mas fiquei curiosa. Ouvi muita gente dizer que focaram mais no romance do que na história e que os atores são bem ruins, mas um dia vou assistir pra, como vc disse, poder criticar com propriedade xD

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